Até o fim do ano, o Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste (CRCN/MCT), por meio da Unidade de Produção e Pesquisa de Rádiofármacos (Upra), inicia a fabricação da substância FDG, que é utilizada em Tomografia por Emissão de Pósitrons (PETs). O uso da substância e do procedimento permite o diagnóstico e tratamento de doenças como o câncer e mal de Alzheimer.
Pernambuco será o primeiro estado da região Nordeste a receber uma unidade de produção de FDG. Hoje, os equipamentos que utilizam essa mesma técnica só são encontrados em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
O anúncio da instalação da Unidade de Produção em Pernambuco foi feito na sexta-feira (13) pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e pelo governador do Estado, Eduardo Campos. Eles participaram da cerimônia de abertura do seminário "Implantação da Tomografia por Emissão de Pósitrons no Nordeste", que teve a presença de representantes da área médica da região.
Rezende destacou a importância dessa tecnologia e lembrou que Pernambuco será o quarto estado a produzir os radiofármacos, o que beneficiará pacientes de outros estados do Nordeste. Já o governador Eduardo Campos incentivou os dirigentes de hospitais particulares, que acompanham o seminário, a adquirir os PETs. Campos adiantou ainda que buscará, por meio de parceria com o SUS, instalar os novos equipamentos na rede pública. O Hospital do Câncer será uma das unidades que poderá receber o tomógrafo PETs.
No seminário, vários aspectos foram abordados para mostrar aos médicos e profissionais de saúde a importância da produção de radiofármacos e a relação custo-benefício. O uso dessa substância evita procedimentos clínicos desnecessários, cirurgias invasivas e dispêndios com exames que não são tão precisos quanto aquele realizado pelos tomógrafos PETs.
Produção
A Upra de Pernambuco está em construção nas dependências do CRCN-NE – órgão da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT). Estão sendo investidos R$ 15 milhões no projeto, e a previsão é de que a Upra inicie a fabricação das primeiras unidades em novembro próximo.
A estimativa é de que a unidade possa atender, a longo prazo, a uma demanda superior de 20 tomógrafos – o que pode alcançar 52 mil procedimentos PET ao ano na região. Até março de 2009, a produção da Upra deve atingir a capacidade de produção em escala comercial dos radiofármacos para atender os PETs.
Gilvânia Ferreira - Assessoria de Imprensa do CRCN
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